ir pra penedo e visconde de mauá, coisa que eu faço regularmente, é tarefa corrida diante das poucas horas de bucolismo que um paulistano tem. assim, nos anos novos, mini férias quando tenho dias a mais de descanso, consigo repetir o rito que me foi ensinado por meu pai, desde pequeno: almoçar n´o paturi!

bistrô à beira da dutra, seu clima é difícil tanto de entender quanto de explicar. há gente que definitivimemente não verá graça nesta piada!, afinal o clima de outrora bate forte o tambor. no entanto, a cozinha francesa (que nada de nouvelle cousine tem) encanta paladares em geral. pato com molho de laranja, frango ao citron, souflé de licor grande marnier, mmm! amo muito tudo isso.

bem, como o mote aqui é o design, garanto o décor do lugar. decadente, sim, mas cheio, lotaaado de graça. papel de parede das antigas, toalhas de plástico, garçons pra lá de tradicionais, lareirona que imediatamente nos lembra as casas de caça do interior da frança. misch masch…

viva o ano novo! que vivam as viagens! que viva a rodovia presidente dutra, lotada de histórias. e que viva o paturi, meu bistrô favorito!

2010 sabor sopa de letrinhas pra todos nós. cheio de lés-com-crés, concret(izações) e sorriso de orelha a orelha!!!

a casa trovão (a.k.a. casa zoomp) é o sonho de consumo de 10 entre 10 dos meus amigos! vai, vamos falar: é uma coisa assim inacreditável!

pontiaguda, moderna, ousada. a cor é a coisa mais atual e a coisa mais nordestina (ok, nortista!) que eu conheço.

quem mora nela não pude descobrir. sonho com isso todos os dias. acho que é a uma chacrete, assim a loira sinistra, talvez! espia!

sem palavras. uma coisa tipo assim “se minha casa falasse”…

(não parece que ela tem olhos e boca?)

 

 

há vantagem em acordar cedo. madrugando para conhecer o furo do miguelão, de barco, vi esta casa em palafitas, afogada na natureza. seu cachorro, seu bicho de estimação, é um búfalo, tão comum na ilha do marajó.

 

a casinha esquisitinha da foto abaixo eu ganhei de presente de uma índia marajoara. me apontou, me pegou, me adentrou. fiz a foto mais linda da minha viagem amazonense aí, na casa de dona maria olivia, que por sua vez não é índia.

há mais ou menos 35 anos atrás meus pais foram passar um final de semana no bucólico penedo, então pertencente a resende, rio de janeiro. se hospedaram em um pedaço de terra à beira do rio das pedras, espremido pelos pés do pico do penedinho. um cadinho do mundo fresco e quente, de barulho eterno de descanso.

as poucas pousadas da época eram simples e rústicas. impreterível terem sauna, tradição nórdica de bom uso à beira do rio. meus pais escolheram, não sei por quê, a chácara das duas, pousada resistente e de alma sueca no meio da finlandesada penedense.

as casinhas, os quartos, são espalhados por este terreno arborizado e até pouco tempo atrás o único acesso ao pico do penedinho era lá. o passeio quase que infantil, de cantil em punho, é mais bonito e cansativo se atravessamos os bosques da pequena suécia, nome atual do canto…

volto lá sempre, buscando o conforto da memória. acho tudo bonito, até a porta envernizada e gasta da sauna com uns 40 anos de idade…

fiz estas fotos indo pra sauna. tudo bastante pessoal, mas bonito o suficiente pra valer dividir aqui.

 

 

 

 

tá ligado no edifício ceci peri? é um na brega (e chique) oscar freire. sua fachada é cega, sem janelas, e revestida de pastilhas cerâmicas que desenham geometria a la cerâmica marajoara. pros que passeiam pela rua, atentem quando estiverem na frente da galeria melissa.

pois o prédio de inspiração indígena, além de ótima planta (fui conhecer uma unidade, que aliás era bem legal) tem na sua área comum interna grande painel artístico que lembra um eletrocardiograma. é de um japonês – japoneses e índios são parentes, não? – mas na pressa não pude anotar o nome do dito cujo. 

alguém nos informa?

p.s. o detalhe do piso também é tudo. as esculturas também. deve ser bom morar nessa tribo…

 

essa coisa hippie-menininha da mesa no jardim é coisa de blog gringo. provinciano que sou, fico assim “ai, que delícia”.

como 2010 promete sol, muito sol, andamos a viajar sempre, todo fim de semana. nessas arrastamos nossa mesa caipira e almoçamos aqui:

 

temos chão para que o desenho do mobiliário de ettore sottsass tenha leitura acessível. de tão inovador, inventinvo e ousado que foi (é) seu entendimento é para os escolados.

como diria uma amiga: tá que o memphis (movimento oitentista no qual sottsass se encontrou  inserido) tem seu conceito, embasamento e enredo, mesmo assim, as características ímpares de seus desenhos são tão fortes que fazem com que a imagem fale e cause consequências por ela mesma.

esta peça foi confeccionada exclusivamente para um amigo de sotsass. seu azul esverdeado é pra poucos. sua assimetria dá calafrios. é pesada é leve.

foi a leilão essa semana. a casa para qual deve ir tem no mínimo personalidade - imagina…